| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Picidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Picinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | C. melanoleucos |
O pica-pau-de-topete-vermelho é uma ave piciforme da família Picidae. Conhecido também como pica-pau-de-garganta-preta e pica-pau-bico-de-marfim.
Seu nome científico significa: do (grego) kampë = lagarta; e philos, phileö = aquele que gosta, gostar; e do (grego) melanos, melanus, melas = preto, e leukos = branco. ⇒ Ave branca e preta que adora lagartas.
Mede entre 33 e 38 centímetros de comprimento e pesa entre 181 e 284 gramas.
Apresenta dimorfismo sexual. O macho tem a cabeça e topete vermelhos, base do bico com uma mancha branca e nódoa alvinegra subauricular. A fêmea tem o alto e a parte de trás da cabeça pretos e uma larga faixa branca entre os olhos e a base do bico. Faixa branca em cada lado do pescoço indo até as escapulares. Partes superiores pretas com um “V” branco nas costas. Garganta, pescoço anterior e peito negros uniforme. Barriga branco-pardacentas barradas de preto. Ocorrem indivíduos com mancha esbranquiçada nas primárias. Macho jovem com penas encarnadas no alto da cabeça.
É bastante parecido com pica-pau-de-banda-branca(Dryocopus lineatus), por vezes coexistindo lado a lado em um mesmo território.
Possui bastante semelhança com o Drycopus lineatus. Diferente deste, no entanto, possui bico de cor branca e iris amarelada.
Possui três subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Vive aos pares ou em grupos de até 5 indivíduos, arrancando a casca de grandes árvores mortas em busca de larvas de insetos. Também come frutos.
Faz seu ninho escavando troncos de árvores mortas ou palmeiras, chocando 2 a 3 ovos branco e brilhantes. Defendem seus ocos do assédio constante de araçaris.
Vive em bordas de matas mesófilas, matas de araucária, capoeiras, caatingas, matas secas, restingas, plantações, eucaliptais, palmais, matas de galeria, matas de terra firme e de várzea, cidades e zonas rurais. Encontrado aos pares ou em grupos familiares de até 5 indivíduos.
Vocalização: Como voz uma sequência pouco forte,: “kje-kje-kje…”; baixo “dük-rororo”. Tamborilar fortíssimo e bissilábico, “dó-dododo”, “tr-trtrtr”.
Ocorre do Panamá à Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil. No Brasil encontrado na Amazônia, Região Nordeste, Centro-oeste e Sudeste (exceto Rio de Janeiro e Espírito Santo) sendo ausente na região Sul do Brasil.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: